MARIA – NOSSA SENHORA DE TODAS AS RAÇAS E ETNIAS

10.10.2020

MARIA – NOSSA SENHORA DE TODAS AS RAÇAS E ETNIAS Comumente ouvimos de alguns menos catequisados achar que existem muitas Nossas Senhoras. Mas não. Existe apenas uma Nossa Senhora, que é Maria a Mãe de Jesus. O que nós temos são títulos atribuídos à Maria, Mãe de Jesus. No continente americano, 26 países tem como […]

MARIA – NOSSA SENHORA DE TODAS AS RAÇAS E ETNIAS

Comumente ouvimos de alguns menos catequisados achar que existem muitas Nossas Senhoras. Mas não. Existe apenas uma Nossa Senhora, que é Maria a Mãe de Jesus.

O que nós temos são títulos atribuídos à Maria, Mãe de Jesus. No continente americano, 26 países tem como padroeira Nossa Senhora e cada uma com seu título conforme foi apresentada naquele país.

No Brasil ela tem o título de Nossa Senhora Aparecida, que comemoramos agora em 12 de outubro. Ao contrário do que comumente se pensa, a maioria das Padroeiras de países das três Américas não são imagens que representem uma aparição da Mãe Maria. Três países de nosso continente, contudo, possuem tal privilégio: México, Venezuela e Equador. No México, Nossa Senhora apareceu em Guadalupe e deixou sua imagem gravada nos trajes de um índio, hoje o Bem-aventurado Diego. Esta relíquia encontra-se na catedral da Cidade do México, um dos maiores centros de peregrinações do mundo.

Na Venezuela, Nossa Senhora de Coromoto deixou na mão do índio Coromoto uma pequena pedra com sua imagem gravada. Esta relíquia encontra-se na igreja construída no local da aparição.

No Equador, Nossa Senhora de Quinche apareceu a vários índios, os quais ficaram muito surpresos ao reconhecer a Bela Dama que tinham visto numa imagem que lhes fora oferecida pelos espanhóis. Curiosamente, nos três casos os videntes são índios. São três magníficas histórias, mas elas constituem exceções no continente.

Em sua canção Ave Maria da Graça, Pe. Zezinho canta: “Ave Maria de tantos lugares, de 300 nomes…”

A riqueza de títulos atribuídos a Maria é muito grande. São inúmeras denominações, sempre relacionadas a uma característica, uma identificação, uma raça ou etnia, sobretudo quando surge em determinadas culturas, de acordo com suas aparições. É assim em Aparecida (Brasil) em Fátima (Portugal), em Lourdes (França), dentre muitos outros.

Pegue sua Bíblia e confira em Gl. 4,4-7 onde destaca-se que a vinda do Filho de Deus é a plenitude dos tempos. Cumpriu-se a promessa e, agora, Deus está entre nós, por meio do seu Filho. Uma vinda surpreendente: Deus, para se igualar a nós, exceto no pecado, nasce de uma mulher e é submetido à Lei. Ele se submeteu à lei para resgatar todos os que assim estavam.

Quando Maria proclama o Magnificat, ela profetiza que de hoje em diante todos os povos hão de me bendizer, o poderoso lembrou-se de mim.

E não é assim que está acontecendo? Todos os povos da glória a Senhor porque Maria carregou o Salvador. Que sigamos esta lição, porque nossa alma a exemplo de Maria, engrandece Deus quando somos coerentes com nosso sim a Ele, quando somos solidários.

Ao ver Maria, no rosto indígena de Guadalupe, vemos Deus que se compadece de todos os que sofrem, principalmente dos povos indígenas. Vemos, também, essa Mãe, que intercede junto a Deus por nós, para que possamos também manter nossa fidelidade a Deus e aos nossos irmãos sofredores.

Enfim, Maria de vários nomes, de várias raças e etnias, mostra um desdobramento de Deus para que a graça concedida a ela se estenda a todos os povos, raças e línguas, mostrando que sua bondade se estende de geração em geração, até o fim dos tempos.

Pe. Umberto Laércio Bastos de Souza

– Reitor do Santuário de Santo Expedito –

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