A PANDEMIA E O DIA MUNDIAL DO POBRE

16.11.2020

A PANDEMIA E O DIA MUNDIAL DOS POBRES “Quem não se faz presente na hora da dor do outro trai Jesus”. O Papa Francisco há 4 anos, instituiu o Dia Mundial dos Pobres, 15 de novembro. Mas o que tem a ver pandemia com o dia mundial dos pobres? 2020, um ano em que “um […]

A PANDEMIA E O DIA MUNDIAL DOS POBRES

“Quem não se faz presente na hora da dor do outro trai Jesus”.

O Papa Francisco há 4 anos, instituiu o Dia Mundial dos Pobres, 15 de novembro. Mas o que tem a ver pandemia com o dia mundial dos pobres? 2020, um ano em que “um vírus trouxe dor, morte, desemprego, desilusão, um período que vem exigindo “uma nova fraternidade”, da “mão estendida”, que “requer de nós, cristãos um comprometimento diário”, num testemunho e gesto de partilha. Afinal, somos a Igreja do Pão repartido, do abraço e da paz.

Quantas famílias neste tempo de pandemia, estão atravessando dificuldades para comprar alimentos. Tudo subiu exageradamente e, nós, às vezes, para justificar nossa falta de ação em favor dos pobres, dizemos que a culpa é da China, do governo, dos ricos…

Mas a verdade é que se a fome não mata, ela machuca demais. E nós como cristãos que somos, não podemos nos esquecer dos menos favorecidos. Jesus ensinou a pobreza, sim, quando ele passou pela terra, nos mostrou humildade e o amor, cada palavra que proferia, no seu caminho com humildade e pobreza.

No Evangelho de Lucas, Cap. 16, 9;15 nos adverte: “não podeis servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Esta é uma séria advertência para nós. Talvez seja esta a grande desgraça do homem moderno. Nós nos esquecemos de que esse mundo é passageiro, que o tempo é próximo e chegará e, toda a suntuosidade, todos monumentos, todas as vanglórias, fortuna, tudo isso há de desaparecer e voltar ao pó de que surgira.

Quando esquecemos os pobres, “a quem Deus tanto ama”, é certo que esquecemos também a Ele. A nossa alma deseja agarrar-se a alguma tábua de salvação, a alguma garantia, e é justamente o dinheiro que se nos apresenta. Quando pregamos que somos, por força do Evangelho de Jesus de ajudar os mais necessitados, o mundo, porém, ri de tudo isto, assim como os “fariseus, amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus”, assim também o mundo não ouve a Palavra que se fez carne.

Comumente ouvimos, “mas eu tenho tão pouco, como posso ajudar?” E aí vem Jesus no Evangelho de Marcos 9,41 e diz: “Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa”.

Santa Teresa de Calcutá nos dá um caminho para ajudar os que necessitam: “As mãos que fazem valem mais que os lábios que rezam”.

Jesus ainda nos faz pensar quando lemos no Evangelho de Mateus, 7, 21: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Neste domingo, 15 de novembro, em que celebramos o dia do pobre, pensemos em uma das verdades fundamentais da nossa Igreja Católica: Deus acima, o próximo ao nosso lado. O caminho para vivermos eternamente com quem nos criou passa pelos outros. Sem o pobre (o outro) não vai haver céu para nós. Se o tratarmos como alguém inferior, menor, menos eleito, não escolhido, menos gente, e se nos considerarmos maiores do que ele, corremos o risco de não estar para sempre com Deus.

Pegue sua Bíblia e tenha uns momentos de reflexão: Mt 12,7 – Mt 18,33 – Lc 10,37 – 2Cor 1,3 – Mt 23,11 – Mt 22,39.

Tempos difíceis a humanidade sempre atravessa, nos primórdios da igreja o Apóstolo Paulo fez uma grande coleta em favor da Igrejas carentes, cf. 2Cor 9,1-15 e o discurso iluminador de Jesus em Mateus 7,21-22;25,31-46, fazem o pano de fundo da fé cristã, que tem que ser caridosa.

Para encerrar, caros leitores: “quem não se faz presente na hora da dor do outro trai Jesus”.

Pe. Umberto Laércio Bastos de Souza

– Reitor do Santuário de Santo Expedito –

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